“A televisão me deixou burro, muito burro demais”. A letra da música da banda Titãs pode resumir um pouco do raciocínio de algumas pessoas quando passam muitas horas em frente a TV. No Brasil, a televisão passa por um processo de desvalorização cultural e nos põe em cheque com programas fúteis para o cidadão brasileiro. Basta ligar a televisão no domingo e ver a cultura das nádegas, coxas, peitos e letras de músicas monossilábicas e sem noção de início, meio e fim. E com isso, aparecem a vulgaridade da mulher melancia, melão, maçã e uma salada mista de desvalorização da pessoa e da mente humana. Infelizmente, as alternativas sadias não são procuradas pelo brasileiro que não lê, que não se habilita a ver programas e filmes interessantes e que não participa da cultura da cidade.
Um bom exemplo disso é em nossa cidade em relação à participação quase inexistente de pessoas nas oficinas ministradas por integrantes do Coral Família Alcântara na Funcec. Em algumas cidades como Itabira, Ouro Preto, Mariana e tantas outras, as prefeituras em parceria com empresas promovem os festivais de inverno. Em algum lugar do passado, Monlevade foi palco de grandes festivais de música, de inverno, de cultura .... mas qual a razão de poucas pessoas prestigiarem eventos de qualidade em nossa cidade? Monlevade não possui uma sala de cinema, mas possui teatros que são levados de graça para a população nas ruas e praças a partir de iniciativas de empresas privadas. Monlevade não tem mais os festivais, mas possui iniciativas isoladas como foi o caso da Rádio Alternativa no ano passado que tentou alavancar o festival da canção no Médio Piracicaba. Propostas e iniciativas existem, mas ainda, não se sabe explicar o por quê da cultura em nossa cidade ser de tão pouco interesse da população.
Regiane Ferreira é formada em jornalismo pelo IES/Funcec