De Brasília

Robson Fidélis

Nossa matriz energética - 25/3/2011

Nada como uma catástrofe para revermos valores. A crise nuclear em andamento no Japão, devido aos incidentes recentes, fez o Congresso brasileiro, assim como em vários lugares do mundo, rever a agenda de discussões. Encabeça agora a lista de prioridades a questão dos riscos naturais sobre as nossas usinas nucleares.

Discute-se os riscos de que fenômenos naturais, como tsunamis, terremotos e outros, venham a causar um derramamento de matéria e radioativo.
Vale lembrar que este pesadelo, no caso do Brasil, dificilmente será iniciado por fenômenos naturais. A nossa experiência mostra que a irresponsabilidade do homem é o nosso maior inimigo, como foi o caso da contaminação por césio 137 em Goiânia.

Na época, em 1987, o acidente radioativo se deu não por causas naturais, mas sim por irresponsabilidade daqueles que deveriam dar um destino apropriado ao material, que acabou sendo comercializado em um ferro velho.

Agora, em função do vazamento radioativo na usina nuclear do Japão, existe por parte da Comissão de Minas e Energia a preocupação de discutir os projetos de construção de usinas nucleares no Brasil, bem como verificar a real situação das usinas de Angra.

Isto é ótimo, contudo, há expectativa de que a discussão trate profundamente a questão da matriz energética do Brasil, criando oportunidades de crescimento em função das demandas internacionais.
O presidente estadunidense Barack Obama em sua passagem pelo Brasil deixou claro sobre o interesse norte americano em se tornar um consumidor do nosso petróleo. Talvez este deveria ser o principal tema da agenda da Comissão de Minas e Energia. .

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