De Brasília
Robson Fidélis
Nossas Fronteiras
- 30/7/2010
O rompimento diplomático com a Colômbia, anunciado pelo presidente Hugo Chaves, da Venezuela, mostra bem a fragilidade vivida na América Latina. Não é por menos que um candidato a vice-presidente do Brasil, Indio da Costa (DEM), explora, em bom tempo, as relações do governo Lula com as Farc.
Uma das desastradas marcas deixadas pelo atual governo é a política externa. Primeiro se envolvendo em uma situação em Honduras que resultou em constrangimento e uma clara exibição da impotência do governo brasileiro frente aos interesses internacionais. Não fosse isso o suficiente, houve o malfadado apoio à política de enriquecimento de urânio do Irã, que só contou com o apoio na ONU dos dois articuladores interessados na questão, Brasil e Turquia.
Esta fragilidade na América Latina serve bem aos interesses americanos de deixar claro, a seu modo, o seu domínio imperial sobre os tupiniquins. Esta empreitada tem sido facilitada pela miopia das políticas totalitaristas, ora em Honduras, ora na Venezuela, ora no Brasil e onde mais houver despreparo.
Justiça seja feita, a capacidade de enfrentar situações críticas foi amplamente exercida, mesmo porque é conveniente levar para fora a visão dos problemas ao invés de focar na velha e demagoga política interna.
Tudo isto é lamentável, pois os recorrentes atritos e discursos belicosos dos nossos vizinhos trazem para o cenário das Américas um ambiente hostil e temerário.
Robson.lf.fidelis@gmail.com
|