Economia sem Segredos
Ronara Reis Colocando as contas em ordem!!! - 1/10/2009
Aproxima-se o fim do ano e com ele um monte de gastos! Vejo esse excesso com reserva! Dada minha natureza mais conservadora, não tenho o hábito de gastar loucamente neste período do ano. Sempre que estas datas festivas se aproximam, muitas pessoas começam a perguntar-me com mais frequência o que fazer com o dinheiro, como gastar o dinheiro, comprar a vista ou comprar a prazo, o que eu faria se... Enfim, é tanta pergunta (algumas repetitivas) que resolvi agrupar alguns, digamos, comportamentos desejáveis em relação ao dinheiro.
Primeiramente, há que se disciplinar! Não há como querer economizar sem saber, a priori, para onde o dinheiro está indo. Assim, organizar as contas, as despesas é o primeiro passo. Liste todas as despesas de, pelo menos, três meses, para que se possa ter noção do volume de gastos. Veja que eu disse TODAS, inclusive aquelas que podem ser consideradas menos importantes, como pequenos gastos na rua: refrigerantes, doces, apenas para citar alguns exemplos.
Sabendo para onde o dinheiro está indo, é necessário estabelecer o que realmente é importante e o que é supérfluo e sem o que se pode passar, pois é aí que se encontra uma fonte de desperdícios! São comuns compras de alimentos além do que se é capaz de consumir e o produto acaba estragando ou na geladeira ou da despensa. É comum comprar roupas que não são necessárias naquele momento e isto também seria uma possibilidade economia. Identificados os supérfluos e as possibilidades de cortes, basta então disciplinar o comportamento.
Outro ponto importante é a compra a vista ou a compra a prazo. Isto é sempre uma interrogação e afirmo que não há receita de bolo. A verdade é que sempre é mais vantajoso realizar pagamentos a vista, se o recurso está disponível. Mas e se não há recurso e o gasto é inevitável? Aí, há que pensar e avaliar bem todas as possibilidades: prazo de pagamentos e custo do financiamento, ou seja, os juros. Não faz sentido pagar o preço de duas mercadorias se se tem o dinheiro a vista, no entanto, se não for este o caso, as possibilidades devem ser minuciosamente avaliadas. Há que se evitar a tentação de ceder à sedução dos vendedores que sempre aparecem com fórmulas milagrosas de endividamento a baixo custo! Cuidado e atenção com isto!
Finalmente, há que se medir receitas e despesas. Sabendo-se a fonte de gastos e o tamanho dos rendimentos, não fica difícil (pelo menos não deveria) entender que os gastos devem estar limitados pelo que se recebe. De preferência, estes deveriam ficar aquém do que se ganha e é a isto que poder-se-ia dar o nome de poupança.
Seguindo tais dicas e adotando um comportamento mais moderado, será possível, se não sair do vermelho, pelo menos, organizar e "equilibrar" receitas e despesas.
Outra boa dica seria a busca por ofertas e promoções, principalmente, nos supermercados. Como não estamos mais em um ambiente inflacionário, não é mais necessário fazer compras grandes e estocar produtos. Pode-se, muito bem, ir mais vezes às compras e aproveitar aquelas promoções da semana. Vale a pena!
Até a próxima!!
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