Ronaldo Lage Magalhães (atualmente no PV), ex-prefeito de Itabira e ex-deputado estadual, anunciou esta semana que não disputará uma vaga na Assembleia Legislativa. Ele distribuiu carta à imprensa, na terça-feira (20), comunicando sua decisão. A saída do principal candidato radicado em Itabira é uma reviravolta inesperada no quadro eleitoral do município vizinho.
O grande número de candidatos a deputado em Itabira – pelo menos 10 – é apontado por Ronaldo Magalhães como a principal razão para sua desistência. “Em nome da responsabilidade para com Itabira, retiro minha candidatura a deputado estadual por esta terra e região”, diz trecho da carta. “Ninguém pode ser egoísta, entrando numa disputa pensando somente em si próprio”, registra o ex-deputado.
Sem citar nomes, Ronaldo Magalhães diz ter sido ignorado em sua tentativa de dialogar para que houvesse uma redução no número de candidatos radicados em Itabira. “Ninguém deve colocar seu interesse político acima dos interesses da cidade. Itabira merece ter o seu deputado, de verdade. Sou político compromissado com essa cidade, por isso procurei o diálogo. Muitos, infelizmente, não quiseram nem ouvir o que eu tinha a dizer”, disse ele.
Na carta, Ronaldo Magalhães, sustenta que abriu da candidatura para facilitar a eleição de algum “candidato por Itabira”, apesar de entender que seria o de maiores chances de chegar à Assembleia Legislativa.
“Entendo que eu era o candidato com melhores condições para vencer esse pleito [ser eleito deputado estadual], tendo inclusive considerável apoio em toda a região. Porém, o aumento no número de postulantes locais passou a colocar em risco, não somente a minha eleição, mas a possibilidade de Itabira perder e não fazer nenhum deputado estadual”, diz trecho da carta.
“Saio da disputa, Quero, com este gesto, contribuir e plantar uma semente para dias com mais responsabilidade na política”, acrescentou.
Na carta, o ex-deputado garante que sua desistência não tem relação com o pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) ao TRE. “Quanto à tentativa de impugnação da minha candidatura, gostaria de esclarecer o seguinte: a argumentação para esse objetivo baseia-se em dados formais, que já se encontram devidamente sanados e apenas aguardando julgamento”.
O pedido de impugnação da candidatura do ex-deputado partiu do Ministério Público Eleitoral (MPE), que questiona a transferência do candidato do PSDB para o PV e seu domicílio eleitoral de Itabira para Belo Horizonte. O MPE questiona ainda se Ronaldo Magalhães está em débito com a Justiça Eleitoral. Segundo o site do Tribunal Regional Eleitoral, Ronaldo Magalhães apresentou sua contestação ao pedido do MPE às 18h45 de segunda-feira.
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